05/05/2011
Formação de Valores, por Telma Vinha
04/05/2011
O conflito que gera aprendizagem!

03/05/2011
Desenvolvimento moral segundo Telma Vinha
29/04/2011
Qual a sua profissão?
Professor
Em pleno mês do trabalhador a nossa profissão transformou-se em "pequena", "mínima" e "insignificante".
Segue abaixo a matéria da Veja São Paulo - 09/04/2011 que banaliza a função do PROFESSOR.
Hora de peitar os sindicatos
Segundo Gustavo Ioschpe
"...Na área da educação, que é tão importante quanto a da saúde, não é assim. Se você tem frequentado a imprensa brasileira nas últimas décadas, sua visão sobre educação será provavelmente idêntica à dos sindicatos de professores e trabalhadores em educação. Você deve achar que o país investe pouco em educação, que os professores são mal remunerados, que as salas de aula têm alunos demais, que os pais dos alunos pobres não cooperam, que deficiências nutritivas ou amorosas na tenra infância fazem com que grande parte do alunado seja “ineducável” e que parte do problema da nossa educação pode ser explicada pelo fato de que as elites não querem um povão instruído, pois aí começarão os questionamentos que destruirão as estruturas do poder exploratório dessas elites..."
(...)
"... A sociedade brasileira parece não reconhecer que os sindicatos de professores pensam no bem-estar de seus membros, e não da sociedade em geral. Incorporamos a ideia de que o que é bom para o professor é, necessariamente, bom para o aluno. E isso não é verdade. Cada vez mais a pesquisa demonstra que aquilo que é bom para o aluno na verdade faz com que o professor tenha de trabalhar mais: passar mais dever de casa, mais testes, ocupar de forma mais criativa o tempo de sala de aula, aprofundar-se no assunto que leciona. E aquilo que é bom para o professor — aulas mais curtas, maior salário, mais férias, maior estabilidade no emprego, maior liberdade para montar seu plano de aulas e para faltar ao trabalho quando for necessário — é irrelevante ou até maléfico para o aprendizado dos alunos..."
Matéria na íntegra:
http://veja.abril.com.br/noticia/educacao/hora-de-peitar-os-sindicatos
Meu comentário à Veja
Existem economistas bons e ruins, médicos comprometidos e outros que nem olham para você, políticos íntegros e outros corruptos. Mais uma vez a VEJA desmoraliza os professores, e não só aqueles que infelizmente não deveriam estar nesta profissão, mas a todos que se preocupam com a aprendizagem, a ética e o respeito.
Respeito, que meu caro, nem de longe foi atribuído nesta matéria.
Então, nossos professores não sabem o que é o construtivismo, nossos professores só querem férias, não somos criativos, pró-ativos, e que não refletimos sobre nossa prática de ensino.
É deprimente ver o que restou de humano nas pessoas. Os quatro anos de faculdade, especializações e o amor pela profissão foram jogadas no "lixo".
Certamente este alguém não foi à uma CEI, EMEI e EMEF para ver a realidade de nossos alunos e professores, que apenas usou o sindicato, que com certeza tem falhas, para discriminar e apontar, através do seu "olhar" político que não temos direito a nada e que a nossa profissão de "tia", "tio"que INFELIZMENTE ainda nos retratam não possui valor diante da sociedade.
28/02/2011
Músicas que encantam!
Não vou entrar no mérito do recurso pedagógico e os seus benefícios: concentração, memória, atenção, criatividade, ampliação do vocabulário, etc, no entanto não posso deixar de relatar.
O prazer de ouvir uma boa música vai além ....
Se fosse um livro eu diria para não faltar em sua prateleira.
25/02/2011
Felicidade
Não existe uma vida feliz, apenas momentos felizes... Aproveite cada olhar, abraço ou beijo; são momentos únicos, que ficam na eternidade... Viver no momento presente traz a plenitude da vida. Ter a consciência de que o passado não retorna mais e o futuro depende apenas do que decidirmos hoje, neste exato momento.A chave da felicidade está dentro de nós: o livre arbítrio. Decisões que vêm num turbilhão e modificam toda uma existência... Não procrastine, não tenha medo de viver! Não há certezas, apenas tentativas. Tudo depende do que você decide neste exato instante. Cada dia tem o seu segredo: delicioso, mágico. A realidade é escolha sua, faça bom proveito!
Mudar os outros? Só se a outra pessoa quiser! Caso contrário, desista. É energia perdida. O segredo está na aceitação, aparando arestas... Agora, se o lado sombra do outro começar a incomodar e os defeitos saltarem aos seus olhos sem parar, bem... Está na hora de dar um tempo!
Medo de mudanças? É um atraso de vida. São transformações para o nosso crescimento pessoal, experiências para melhorarmos como indivíduos. Medo de dirigir, medo de separar, medo de ter filhos, medo de arrumar um novo emprego, medo de viajar, medo de se apaixonar, medo de sentir emoções, medo de gostar, medo de não dar certo, medo de aceitar desafios, medo de viver!
Vale a pena? Deixar de aproveitar as oportunidades da vida, por puro medo! Pode acontecer de tentar e não dar certo? Sim, pois o futuro a Deus pertence. Mas se realmente você quer, deseja com a sua alma, arrisque! Não sinta culpas, pense em sua felicidade. Não importa a duração e sim, a intensidade dos sentimentos. Prefira mil dias em um a um dia em mil. Programe-se para dar a virada na sua vida!
A realização profissional acontece se trabalhamos com paixão, numa atividade que nos completa. Trabalhar com energia, envolvimento, naquilo que gostamos, traz bem-estar, alegria de viver e equilíbrio. Como tudo que é feito com o coração aberto...
Onde colocarmos a energia chamada amor dá flores, frutifica e retorna em dobro. E o amor, meu amigo, é incondicional...
Tenha vida própria, atualize-se, torne-se interessante. Vá ao cinema, faça exercícios, estude, trabalhe como voluntário(a)! Vá à luta! Não use a desculpa da idade, dos filhos, do marido, da mãe. Você é o único responsável pela sua vida. Realize os seus sonhos, viva intensamente, sem medo de ser feliz! Termino com uma poesia inspiradora que recebi pela Internet, cujo autor infelizmente desconheço:
Morre lentamente
Quem não viaja,
Quem não lê,
Quem não ouve música,
Quem não encontra graça em si mesmo.
Morre lentamente
Quem destrói seu amor próprio,
Quem não se deixa ajudar.
Morre lentamente
Quem se transforma em escravo do hábito,
Repetindo todos os dias os mesmos trajetos.
Quem não muda de marca,
Não se arrisca a vestir uma nova cor
Ou não conversa com quem não conhece.
Morre lentamente quem evita uma paixão e
Seu redemoinho de emoções,
Justamente as que resgatam o brilho dos olhos e
Os corações aos tropeços.
Morre lentamente quem não vira a mesa
Quando está infeliz com o seu trabalho ou amor.
Quem não arrisca o certo pelo incerto
Para ir atrás de um sonho.
Quem não se permite, pelo menos, uma vez na vida,
Fugir dos conselhos sensatos...
Viva hoje! Arrisque hoje! Faça hoje!
Não se deixe morrer lentamente!
NÃO SE ESQUEÇA DE SER FELIZ!
18/02/2011
Dica de passeio
27/11/2010
RELATÓRIO INDIVIDUAL
Idade aproximada: 2 anos
comanda a vida. Que sempre que um homem
sonha, o mundo pula e avança como uma
bola colorida entre as mãos de uma criança”.
Antonio Gedeão
Quando chega, desce do colo do João do transporte ou da mamãe, interagindo com todos. Bruna manipula todos os objetos. Escolhe um canto e brinca com seus amigos, fica na companhia da Joana, Leandra e da Tamires. É independente ao criar suas brincadeiras. " Vamos brincar de casinha?" " Tamires pega a boneca!" , organiza com facilidade o lugar e os brinquedos que serão utilizados. As bonecas, os cobertores e as panelinhas ainda fazem parte do seu repertório de brincadeiras. O brincar é uma atividade sociocultural e origina-se nos valores, hábitos e normas de uma determinada comunidade ou grupo social. Experimentar o mundo e interpretar, significa compreender de maneira ativa as suas vivências.
A comunicação oral e gestual é constante neste grupo, algumas crianças verbalizam pequenas palavras, frases ou apenas gesticulam. Na sala, Bruna pede: "Cíntia, quero a bolinha de sabão! Vou fazer bolinhas!" Suas frases possuem clareza e transmissão de ideias. A cada dia nos surpreende com sua iniciativa e segurança ao relatar as situações do dia a dia. Nesse processo, estimulamos a fala a partir destas situações, nomeando brinquedos, brincadeiras, nome dos amigos, dos professores, além da criar momentos de diálogo constante nas rodas de conversa: “Onde você foi passear com o papai e a mamãe? O que faz esse brinquedo? Qual será a fruta de hoje no lanche? Qual o bicho que mora na floresta?” O diálogo precisa ser vivenciado em casa, valorizando ideias e consolidando novas aprendizagens.
Bruna reconhece e nomeia os animais: "Bruna, vamos pegar cachorro?" Complementa: "au, au, cachorro" imitando o som e pegando o brinquedo. Assim para os demais animais; porco, a vaca, etc.
Interage nas brincadeiras, histórias e principalmente nas canções que utilizamos durante a “roda". Cumprimenta: "Boa Tarde!", quando pergunto que música você quer cantar? Fala: " O Rato". Com o microfone na mão sobe na caixa e imita a ratinha.
Quando quer algo e não é atendida prontamente pode se jogar no chão, como forma de protesto, então converso com ela, dizendo que não precisa chorar para conseguir o que quer. Apenas falar o que está sentindo: " Bruna, quando você se acalmar conversaremos!" Nesse momento demora um pouco para recompor-se, mas na maioria das vezes fica calma e fala: " Quero a chupeta" Assim complemento: " Desta forma podemos conversar, mas você sabe que a chupeta é para dormir, você quer dormir?", responde: " Não", então pergunto: " O que vamos fazer?", pensa um pouco e fala: "brincar!". Nesse diálogo Bruna consegue compreender de forma ativa como agimos diante de um conflito.
Durante as atividades livres na varanda, sala ou Vila, Bruna acabou mordendo alguns dos seus amigos. Às vezes por um conflito, outras vezes, sem nenhum motivo aparente.
"...É preciso considerar que para a criança a mordida não é uma arma, como seria para um adulto. É antes, uma forma de expressão. Desde que o bebê nasce, é pela boca que ele percebe o mundo. Não apenas pelo ato de sucção e das mamadas, mas pelo choro, pelo riso, pelo balbuciar. À medida que cresce e com o surgimento dos dentes, esse processo continua, e morder também passa a ser uma forma de interagir com o mundo, de perceber a consistência de um objeto e também de provocar reações. Portanto, para compreender as mordidas, é necessário levar em conta o contexto em que ocorrem. Geralmente, estão associadas ao sentimento de contrariedade, de frustração, de ansiedade, de raiva, de ciúmes, de busca de atenção. No entanto, é necessário mostrar à criança que o que ela faz provoca dor, machuca. E, além disso, ensinar que existem outras formas de expressar seus sentimentos. ".
(Ana Maria Mello e Telma Vitória)
Percebemos que no fim do semestre a Bruna deixou aos poucos de utilizar este recurso.
Quando brincamos em grupo, Bruna sente dificuldade em emprestar seus brinquedos. Segundo Rosely Sayão as primeiras relações das crianças são sustentadas pelo afeto, nada mais coerente do que convidá-las a olhar para outros de quem gostam a fim de saber do que eles precisam ou pedem e que a criança tem condições de atender. Perguntar à criança se ela pode imaginar o quanto o irmão ou o colega ficaria alegre caso ela emprestasse algo seu ou o ajudasse no que precisa é dar a oportunidade à de se dirigir ao outro sem se sentir prejudicada.
Nesse semestre também começamos o seu desfralde. Bruna passou por esse processo com tranquilidade. Em alguns momentos ainda faz xixi na calça, pois não quer parar de brincar para ir ao banheiro, que é considerado normal nessa faixa etária, no entanto, mostrou-se pronta para este novo desafio. Parabéns!
Bruna desloca-se com segurança nos ambientes da escola. Sobe, desce, empurra, engatinha e pula com facilidade. Equilibra-se no banco e completa os circuitos com independência. Bruna desce pelo escorregador sem auxílio e utiliza a motoca com destreza. O balanço com certeza é o brinquedo que prioriza nas suas idas à Vila, Me chama para balançar, dizendo: "Cíntia, balança bem alto!!". A experiência corporal, de acordo com Baecker (2001) abre acesso para que a criança possa aprender conceitos e ações; desenvolver sua independência, consciência própria e individualidade. "…Nestas experiências o (corpo) abre-se a possibilidade também de fomentar a curiosidade, a busca do novo (novos conceitos).
Mostra-se envolvida nos jogos corporais. Na brincadeira: "Meus pintinhos venham cá!", as crianças viram pintinhos e ficam na parede aguardando o comando. Do outro lado, fica a Mãe galinha que protege os filhotes da raposa, então cantamos: “meus pintinhos venham cá!”. As crianças respondem: “não, não, não, temos medo da raposa”, complemento: " pode vir que eu lhes protejo!” Entusiasmadas falam: " fala um nome então!”. No auge da brincadeira falo: “pintinho Bruna!”, nesse momento Bruna vem ao meu encontro, pois a raposa pode pegá-la, seu entusiasmo é demonstrado por meio de sorrisos. O comando (regra) é determinante para o sucesso da brincadeira. Nesse sentido, aguardar para ser chamado, ouvir o seu nome ou dos colegas, respeitar a vez do próximo, ultrapassar a curiosidade ou o medo da raposa são conquistas surpreendentes para essa faixa etária.
Alguns jogos e brincadeiras também envolveram o reconhecimento do próprio corpo. Como na brincadeira: “Na boca do forno, forno, esquentando o bolo, bolo, farão tudo o que seu mestre mandar, faremos: Mexendo os braços! Imitando um macaco! Uma cobra! Pulando com um sapo! Vamos para a sala de gatinho?”, ou então, encostados na parede cantamos: “ O caranguejo anda para trás, os outros bichos andam para frente, e a gente? “Para frente para trás para o lado, para o outro, com os pés a gente faz o que quiser”. Bruna realiza com intensidade todos os gestos e movimentos.
(Referencial Curricular para Educação Infantil)
O local da escola mais apreciado pelo grupo definitivamente é a areia. O tênis muitas vezes nem precisa de auxílio para ser retirado. A alegria é contagiante! Bruna mostra-se envolvida, enche o balde de areia e faz bolinhos, gosta de ajudar outros amigos, enchedo e auxíliando na construção de outros bolos. Ao montar o bolo, não hesita em colocar uma folha em cima (vela) para cantar parabéns.
Na roda de conversa quando escondo a foto do amigo, Bruna aventura-se ao reconhecer o seu nome e dos amigos, muitas vezes conseguiu realizar a leitura da imagem. Quando falo: " Começa com a letra B , logo complementa: " Bruna!"
No refeitório fica empolgada quando entrega os pratos para seus colegas. No início do ano descascávamos as bananas, hoje, cada criança descasca sozinha, ampliando sua independência e desenvolvendo a coordenação motora fina. Bruna já consegue descascar sem auxílio. Alimenta-se bem nas suas refeições, come pães, bolachas, a sopa e as frutas.
Bruna aprecia os momentos da história, fica atenta a cada detalhe. Na biblioteca pega um livro e senta numa almofada. Observa e folheia, mostrando-se concentrada.
Nas atividades de artes, Bruna explora os materiais que lhe são oferecidos fica por muito tempo realizando o movimento. Distribui a pintura por toda a folha, utilizando o pincel ou brocha. Desenhou sobre diferentes suportes: lixa, camurça, canson, sulfite branco e colorido, no chão, com carvão, enfim, experimentou e mostrou-se interessada e envolvida nas diferentes sensações. Gosta de lavar as mãos sozinha, por diversas vezes noto que está brincando com a água. Segundo o referencial curricular da Educação Infantil, é assim que, por meio do desenho, a criança cria e recria individualmente formas expressivas, integrando percepção, imaginação, reflexão e sensibilidade, que podem então ser apropriadas pelas leituras simbólicas de outras crianças e adultos.
Bruna participou da confecção do “livro de música”, reconheceu as cores: azul, verde, preto e amarelo, durante as pinturas do seu livro.
No projeto do folclore, participou da confecção da Cuca, do Saci e do Boitatá. Bruna amassou o jornal, pintou o rolinho de papel higiênico para montar o saci e confeccionou o grande Boitatá.
Plantou na sala o feijão e cultivou o boneco ecológico. As transformações do meio ambiente, com certeza aguçaram a imaginação dos nossos pequenos. As crianças também conheceram um pouco sobre a biografia e a obra: O Peixe, do pintor Romero Brito. Montaram o seu próprio painel. Quando pergunto quem é o pintor que está no nosso mural, Bruna responde: “Romelo Bito".
Pintou a nossa árvore de natal, confeccionando os enfeites. Mostrou-se independente ao colocá-los na árvore. Aponta para a árvore e fala: " Natal, Natal".
Seus avanços neste semestre foram surpreendentes. A vontade de aprender e de relacionar-se foi realizada intensamente. Estar presente em suas conquistas foi muito gratificante. Tenho certeza que a cada dia novos caminhos serão trilhados por você.
17/09/2010
Doce infância

07/09/2010
Reunião de Pais - Texto reflexivo
positiva e com certeza fará diferença na sua pauta.
Se o contexto for a liberdade em que os pais
precisam dar aos seus filhos, para que assim eles
possam aprender, ousar e criar novos conhecimentos,
esse documento poderá contemplar os objetivos pertinentes
da sua reunião.
Bom Trabalho!
O GIRASSOL E O MIOSÓTIS
O girassol é flor raçuda,
que enfrenta até a mais violenta intempérie
e acaba sobrevivendo.
Ela quer luz e espaço e em busca desses
objetivos, seu corpo se contorse o dia inteiro.
O girassol aprendeu a viver com o sol
e por isso é forte.
Já o miosótis é plantinha linda,
mas que exige muito mais cuidado.
Gosta mais de estufa.
O girassol se vira... e como se vira!
O miosótis quando se vira, vira errado.
Precisa de atenção redobrada.
Há filhos girassóis e filhos miosótis.
Os primeiros resistem a qualquer crise:
descobrem um jeito de viver bem, sem ajuda.
As mães chegam a reclamar da independência
desses meninos e meninas, tal a sua capacidade
de enfrentar problemas e sair-se bem.
Por outro lado, há filhos e filhas miosótis,
que sempre precisam de atenção.
Todo cuidado é pouco diante deles.
Reagem desmesuradamente, melindram-se,
são mais egoístas que os demais, ou às vezes,
mais generosos e ao mesmo tempo tímidos,
caladões, encurralados.
Eles estão sempre precisando de cuidados.
O papel dos Pais é o mesmo do jardineiro
que sabe das necessidades de cada flor,
incentiva ou poda na hora certa.
De qualquer modo fique atento.
Não abandone demais os seus girassóis
porque eles também precisam de carinho...
e não proteja demais os seus miosótis.
As rédeas permanecem com vocês...
mas também a tesoura e o regador.
Não negue, mas não dêem tudo que querem:
a falta e o excesso de cuidados matam a planta...
Autoria de José Fernandes de Oliveira
09/08/2010
RECEITA DE ALFABETIZAÇÃO
Pegue uma criança de seis anos ou mais, no estado em que estiver, suja ou limpa. Utilize a sala de aula ou algum lugar onde existam muitas coisas escritas para olhar, manusear e examinar. Ofereça jornais, gibis, revistas, embalagens, anúncios publicitários, latas de óleo vazias, caixas de sabão, sacolas de supermercado, enfim tudo o que estiver desafiando o seu aluno para pensar sobre a função social da escrita. Convide a criança para brincar e ler, adivinhando o que está escrito. Você vai descobrir que ela sabe muita coisa! Converse com a criança, troque idéias sobre quem são vocês e as coisas de que gostam ou não. Depois escreva no quadro algumas coisas que foram ditas e leia para ela. Peça à criança que olhe as coisas escritas que existem por aí, nas ruas, nas lojas, na televisão. Escreva algumas dessas coisas no quadro. Deixe a criança cortar revistas, jornais, contendo letras, palavras e frases. Não esqueça de pedir para a criança ajudar na limpeza da sala, pois é preciso colaborar para manter um ambiente agradável para todos. Todos os dias compartilhe: historinhas, poesia, notícia de jornal, anedota, letra de música, adivinhação, convite, mostre numa nota fiscal algo que você comprou, procure um nome na lista telefônica. Mostre também algumas coisas escritas que talvez a criança não conheça: dicionário, telegrama, carta, livro de receitas. Desafie a criança a pensar sobre a escrita e pense você também. Quando a criança estiver tentando escrever, deixe-a perguntar ou ajudar o colega. Aceite a escrita da criança. Não se apavore se a criança estiver “comendo” letras. Até hoje, não houve caso de “indigestão alfabética”.18/07/2010
03/06/2010
Dica do Circuito Infantil de Teatro
26/05/2010
Quem deu um salto no escuro?
Marcelo Bortoloti
Quem iria imaginar que uma revista conceituada como a Veja São Paulo colocaria nas bancas uma matéria sem critérios, sem referências concretas e que induz o leitor leigo a desacreditar na vivência construtivista. Parece que em nosso país não temos corrupção, pessoas discutindo no trânsito, vagas de idosos desrespeitadas, lixo na rua, etc. E olha só...Fomos educados no método tradicional. Então pergunto: O que ganhamos com essa postura tradicional, já que o conformismo e o consumismo é a nova tendência deste século?
Deixo aqui o meu protesto e a carta enviada para revista Veja.
Ao Senhor Diretor de Redação VEJA,
Meu nome é Edna Consuelo Leão, sou pedagoga e atuo na educação há 20 anos.
Chamou-me muito a atenção a matéria sobre o construtivismo “Salto no escuro” na edição de 12 de maio de 2010, especialmente pela emissão de juízos de valor. Entendo o jornalismo como uma ferramenta importantíssima para a reflexão crítica, contudo a matéria condena, de forma amadora e desprovida de argumentos reais, uma teoria séria e que nada tem a ver com o laissez-faire apresentado. A condução do texto é tendenciosa.
No trecho: “Ninguém sabe ao certo como o construtivismo funciona” é apresentado, na minha opinião, um cenário real, infelizmente, entretanto a referida matéria traz tantos equívocos que certamente não contribui para a mudança dessa realidade.
Creio que uma das questões mais tristes que nós, pedagogos, nos deparamos é que parece que todo mundo entende sobre a aprendizagem e educação escolar, todos possuem concepções - em geral infundadas – e todos opinam apresentando-se como conhecedores do assunto... Questiono-me se teriam o mesmo problema os médicos, engenheiros, jornalistas, advogados?
De fato, é necessário que as famílias, antes de escolherem a instituição que matricularão seu filho, conheçam a concepção filosófica que a escola adota, e por isso, o papel da mídia é de valor inestimável. Dessa forma, lamento imensamente a publicação da matéria que apresenta conceitos desconhecedores da proposta construtivista como nas transcrições a seguir: “pois, afinal, cabe aos próprios alunos definir com base em sua realidade o que querem aprender.” Ou ainda: “As aulas construtivistas caem no vazio e privam o aluno de conteúdos relevantes.” Também: “...repetição do contato visual...” referindo-se à alfabetização. Lamentável! Nada disso é verdade!
Na Finlândia, país que consecutivamente teve a melhor nota no PISA, tem por base epistemológica a teoria construtivista, exemplo desconsiderado nessa matéria que aponta o construtivismo como um sistema adotado por países com os piores indicadores de ensino.
Tenho estudado o construtivismo há 10 anos, fiz dois cursos de Pós-Graduação no tema referido e, ainda, julgo-me uma simples aprendiz no assunto, entretanto, certamente eu poderia contribuir muito para que questões primárias como as apresentadas na matéria fossem evitadas.
Desejo que minha carta ofereça ao senhor a oportunidade de repensar sobre o merecido respeito que nós, educadores construtivistas, merecemos.
Luis Nassif, professor da USP e estudioso do construtivismo
20/05/2010
Relatório de Grupo...Por onde começar?

18/01/2010
Olhar do futuro
Se há uma criatura que tenha necessidade de formar e manter constantemente firme uma personalidade segura e complexa, essa é o professor.
Destinado a pôr-se em contato com a infância e a adolescência, nas suas mais várias e incoerentes modalidades, tendo de compreender as inquietações da criança e do jovem, para bem os orientar e satisfazer sua vida, deve ser também um contínuo aperfeiçoamento, uma concentração permanente de energias que sirvam de base e assegurem a sua possibilidade, variando sobre si mesmo, chegar a apreender cada fenômeno circunstante, conciliando todos os desacordos aparentes, todas as variações humanas nessa visão total indispensável aos educadores.
É, certamente, uma grande obra chegar a consolidar-se numa personalidade assim. Ser ao mesmo tempo um resultado — como todos somos — da época, do meio, da família, com características próprias, enérgicas, pessoais, e poder ser o que é cada aluno, descer à sua alma, feita de mil complexidades, também, para se poder pôr em contato com ela, e estimular-lhe o poder vital e a capacidade de evolução.
E ter o coração para se emocionar diante de cada temperamento.
E ter imaginação para sugerir.
E ter conhecimentos para enriquecer os caminhos transitados.
E saber ir e vir em redor desse mistério que existe em cada criatura, fornecendo-lhe cores luminosas para se definir, vibratilidades ardentes para se manifestar, força profunda para se erguer até o máximo, sem vacilações nem perigos. Saber ser poeta para inspirar. Quando a mocidade procura um rumo para a sua vida, leva consigo, no mais íntimo do peito, um exemplo guardado, que lhe serve de ideal.
Quantas vezes, entre esse ideal e o professor, se abrem enormes precipícios, de onde se originam os mais tristes desenganos e as dúvidas mais dolorosas!
Como seria admirável se o professor pudesse ser tão perfeito que constituísse, ele mesmo, o exemplo amado de seus alunos!
E, depois de ter vivido diante dos seus olhos, dirigindo uma classe, pudesse morar para sempre na sua vida, orientando-a e fortalecendo-a com a inesgotável fecundidade da sua recordação.
Qualidades do Professor, Texto de Cecília Meireles, extraído do livro Crônicas de Educação 3
11/01/2010
"Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem que merecê-lo.
Tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre."
Carlos Drummond de Andrade




















